Angola é terceira força do futsal no continente

Além de atingir patamares nunca antes alcançados, a equipa angolana alcançou números que ajudam a traduzir, claramente, o pecúlio conquistado na sua terceira presença na maior cimeira continental.

Numa prova em que se propôs assinalar uma prestação inédita, Angola assumiu o desafio de encarar os jogos como se de autênticas finais se tratassem. A atitude valeu-lhe louros, na medida em que foi capaz de superar adversários antes tidos como de elevado grau de dificuldades.
E como os números não mentem e ajudam a dissipar dúvidas, a Selecção Nacional viria a deixar transparecer no seu jogo de estreia, diante de Moçambique, a ideia clara de que estava no CAN para discutir os pontos, olhos nos olhos.
A vitória, por 7-4, acabaria por ser categórica e a exibição irrepreensível.
O triunfo proporcionaria aos angolanos condições privilegiadas para começar a sonhar com a concretização do primeiro objectivo: passar da primeira fase da prova. A derrota diante do Egipto, na segunda jornada do Grupo B, provocou um cenário de frustração, que não representou o culminar dos sonhos.
Para seguir em frente no CAN, o conjunto nacional precisava apenas de conquistar mais um triunfo.
O obstáculo seria a Guiné Conacri, na derradeira jornada da fase de grupos. Nessa altura, os pupilos de Benvindo Inácio já vinham decidido fazer o “jogo das suas vidas”. E o triunfo, por 5-1, foi a prova inequívoca da capacidade competitiva de Angola manter-se viva na prova.
A rejubilar com a presença inédita nas meias-finais, o conjunto teve legitimidade para sonhar mais alto, alimentar a possibilidade de alcançar a final. Mas teria de justificar força colectiva para bater o então campeão em título, Marrocos, também anfitrião. Uma missão deveras espinhosa, que culminou numa pesada derrota de 4-0.
Gorada a hipótese de serem finalistas, aos angolanos restava discutir com a Líbia o terceiro lugar. Aliás, o caminho que restava para materializar o tão ansiado sonho de chegar ao Mundial deste ano, na Lituânia.
Uma exibição categórica, com a vitória conseguida na raça e na determinação, acabou por valer a Angola o mérito da conquista da medalha de bronze. Os golos de Prado e Manocele ajudaram a confirmar um sonho inédito.
O combinado nacional registou, no total, três vitórias, duas derrotas, 14 golos marcados e 12 sofridos. O triunfo mais expressivo sido ante Moçambique. Os atletas Jó e Manocele foram os melhores marcadores, com quatro e três golos, respectivamente.
À medalha de bronze, Angola adicionou a distinção com o troféu de selecção “FairPlay” do CAN, por ter sido a mais disciplinada do campeonato, ao ver apenas uma cartolina amarela, mostrada ao atleta Osna, no desafio frente ao Egipto.
Reda Khiyari, guarda-redes de Marrocos, recebeu o troféu corresponde ao menos batido e melhor da competição, com apenas um golo sofrido, diante da Guiné Equatorial, ainda na fase de grupos.

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